quarta-feira, 1 de agosto de 2007

o maior artista de cinema desde a invenção da câmara de filmar


A morte de Ingmar Bergman, ocorrida por irônica coincidência no mesmo dia da morte de Michelangelo Antonioni, encerra o mais artisticamente grandioso ciclo da arte cinematográfica. Para mim, Bergman foi o maior realizador da história da cinema. Se suas obras-primas fossem apenas O Sétimo Selo, Gritos e Sussurros e Morangos Silvestre, já o seria, mas tem ainda a trilogia do silêncio, Sonata de Outono, Persona, A Flauta Mágica, entre tantos outros. Fellini foi mais criativo? Antonioni foi mais ontológico? Eisenstein foi mais técnico? Glauber foi mais engajado? Buñuel foi mais visceral? Tarkovski foi mais poético? Kubrick foi mais pictório? Kurosawa foi mais terno? Visconti foi mais versátil? Talvez. Mas o mestre sueco soube usar cada um desses ingredientes como ninguém soube e, arrisco, não saberá. É por isso que, como disse Woody Allen, Bergman foi o maior artista do cinema desde a invenção da câmara de filmar. E por falar em Woody Allen, será ele o maior cineasta vivo a partir da morte de Bergman e Antonioni? Não vejo muita concorrência. Apenas Godard pode fazer frente. Mas acho que Godard é mais importante como agitador cultural do que como realizador de cinema.

*Postei uma homenagem a Bergman e Antonioni no blogue OutroCine

6 comentários:

cecilia disse...

morangos silvestres:vinho num sabado a tarde, no meio de uma crise de tosse no cinema. e ainda assim, sublime.

Cris disse...

wagner, teu bloq é tri bom de ler. quase nunca comento, mas tô sempre por aqui lendo, viu.
uma das coisas boas q eu trago dos tempos de o sul.
beijo

wagner disse...

que bom saber disso, cris. volte sempre.

Anônimo disse...

perfeito.

Anônimo disse...

UI UI UI

Simone Iwasso disse...

escreveu bem. gostei!
um beijo